30 remédios de casa que as nossas avós usavam

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Um joelho que custa a dobrar ao fim do dia. As pernas pesadas no calor. Uma tosse que não deixa dormir ninguém em casa. Antes de haver comprimido para tudo, havia uma resposta para cada uma destas coisas — e fazia-se com o que estava na cozinha.
Este caderno junta 30 dessas mezinhas. Sal grosso, mel, azeite, cebola, couve, alecrim. Nada que tenhas de encomendar, nada que precises de procurar numa ervanária.
Ninguém procura por couve. Procura por dor no joelho. Por isso o caderno está dividido assim:
E no fim, um índice pelo contrário: tens cebolas em casa e queres saber o que podes fazer com elas.
Todas as receitas são assim. Esta é a primeira do caderno:
PARA QUE SERVE
Joelho inchado e dorido, daqueles que custam a dobrar ao fim do dia.
O QUE PRECISAS
2 ou 3 folhas de couve lombarda, das de fora · um pano de linho ou uma ligadura · um ferro de engomar
COMO SE USA
Põe a folha por cima do joelho, enrola o pano à volta e deixa ficar a noite toda. De manhã tiras. A folha sai murcha e escura.
ATENÇÃO
Não ponhas em pele ferida, aberta ou com eczema. Se o joelho estiver quente ao toque e vermelho, isso pode ser infecção e é para o médico, não para a couve.
“A minha avó dizia que a couve puxa a água das pernas para fora, e que por isso é que amanhecia murcha.”
Todas as mezinhas deste caderno têm um aviso escrito a sério: quem não deve usá-la, com que remédios não se mistura, e em que situações aquilo já não é para tratar em casa.
Porque há coisas que não são para mezinhas — febre que não baixa, falta de ar, uma perna só inchada e quente. Isso está lá escrito, com todas as letras.
Isto não substitui o teu médico. É o que se fazia em casa para as queixas pequenas do dia a dia, escrito com a honestidade de dizer onde é que acaba.
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